Paulo Cappelli

Bancada do PT não assinou CPI que investigará crime organizado

Após operação policial no RJ, Davi Alcolumbre (União) instituiu a criação do colegiado que investigações facções como o CV e PCC

atualizado

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Gustavo Lucena/Metrópoles
Brasília-DF (25/03/2025) Prêmio Bertha Lutz no Senado Federal Fotos: Gustavo Lucena
1 de 1 Brasília-DF (25/03/2025) Prêmio Bertha Lutz no Senado Federal Fotos: Gustavo Lucena - Foto: Gustavo Lucena/Metrópoles

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil) anunciou nesta quinta-feira (29/10) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que será formalmente criada na próxima terça-feira (4/11). O requerimento, protocolado em 5 de fevereiro de 2025, recebeu 31 assinaturas — número superior ao mínimo exigido — e nenhuma delas de parlamentares da bancada do PT na Casa Alta.

De acordo com o ato de Alcolumbre, a CPI terá como objetivo apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado no país, com foco na atuação de milícias e facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Determinei a instalação da CPI do Crime Organizado para a próxima terça-feira (4), em entendimento com o senador Alessandro Vieira. A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções. É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”, afirmou Alcolumbre em nota oficial.

A decisão foi tomada após a operação policial no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, com 64 mortos. O episódio intensificou as discussões no Congresso sobre a necessidade de ampliar a investigação da atuação de facções e milícias em diferentes regiões do país.

A bancada petista é integrada por 9 senadores: Rogério Carvalho, Beto Faro, Fabiano Contarato, Paulo Paim, Augusta Brito, Humberto Costa, Jaques Wagner, Randolfe Rodrigues e Teresa Leitão.

Quem assinou?

Assinaram o pedido de criação da CPI os senadores Alessandro Vieira (MDB), Lucas Barreto (PSD), Esperidião Amin (PP), Wellington Fagundes (PL), Astronauta Marcos Pontes (PL), Margareth Buzetti (PSD), Confúcio Moura (MDB), Weverton (PDT), Sérgio Petecão (PSD), Eduardo Braga (MDB), Marcelo Castro (MDB), Hamilton Mourão (Republicanos), Ivete da Silveira (MDB), Eduardo Girão (Novo), Veneziano Vital do Rêgo (MDB), Fernando Farias (MDB), Flávio Arns (PSB), Sergio Moro (União Brasil), Damares Alves (Republicanos), Wilder Morais (PL), Magno Malta (PL), Jorge Kajuru (PSB), Zequinha Marinho (Podemos), Tereza Cristina (PP), Flávio Bolsonaro (PL), Jorge Seif (PL), Carlos Portinho (PL), Efraim Filho (União Brasil), Marcos Rogério (PL), Styvenson Valentim (PSDB) e Soraya Thronicke (Podemos).

A CPI do Crime Organizado será composta por 11 titulares e 7 suplentes, com prazo inicial de 180 dias para a conclusão dos trabalhos. Os integrantes deverão ser indicados pelos blocos partidários logo após a formalização do ato de criação.

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